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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

MPB para crianças

Trabalhei com meus alunos a música popular brasileira. O nosso centro de estudos foi Pixinguinha. Clic no link abaixo para ver as atividades que realizamos.
https://www.ead.ufrgs.br/rooda/webfolio/abrirArquivo.php/Usuarios/16671/Disciplinas/3159/elsamartinsmusicasemana11e12.doc

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Os Sonhos





Enquanto fazia as leituras de jogo, brinquedo, brincadeira e ludicidade2, me senti provocada com a pergunta de como no meu trabalho como professora, que movimentos fazia para fomentar a emergência dos sonhos dos meus alunos. Então o meu primeiro passo foi conhecer o que os meus alunos sonham. Estávamos trabalhando as plantas, a partir de uma gravura onde uma árvore vive no meio de um trânsito muito louco e ela sonha com um lugar de mato verde, lago e bichos, começamos a trabalhar os sonhos. Nesta primeira etapa eles diferenciaram o sonho de quando a gente dorme e o sonho, aquilo que a gente quer muito que aconteça. Nesta primeira etapa eles se limitaram a falar sobre o sonho desta árvore. Já foi possível perceber os sentimentos de alguns: otimismo, pessimismo, desejo de ajudar e assim por diante. Depois pensamos sobre os sonhos deles, em dois momentos: o que realizaram neste ano na segunda série e qual o maior sonho que tinham na vida. Uma das coisas que me chamou a atenção, é que meus alunos não são consumistas. Somente os que tem mais recursos finaceiros é que pensaram em coisas como celular, bicicleta e computador. No sonho que realizaram este ano, falaram muito que aprenderam a ler, que estudam entre amigos e que tem uma professora só para eles. Fiquei feliz pois sei que mais da metade desta turma passou por vários professores no ano passado, além de toda a dificuldade que tinham de convivência. No maior sonho, percebi precupações em estudar, alguns falaram em dirigir outros que queriam muito ter um quarto só seu. Mas acima de tudo percebi que com este trabalho quebrei muito as resistências de meus alunos de expor seus sentimentos e de escrever. A mãe de um aluno comentou que "Neste ano meu filho vem para a aula com vontade, no ano passado ele não gostava de vir". Através do que eles escreveram é que sinto que seus sonhos são fomentados em tudo aquilo que construimos

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

A hora do Show

Enquanto as meninas se apresentavam, a turma se empolgou e dançou junto.
Pensando em proporcinar momentos de descontração, criamos a hora do Show. O aluno que deseja participar deixa seu nome com a professora. As participações podem ser em grupo,dupla ou solo. Pode cantar, dançar ou mostrar qualquer outro talento artístico. É sempre nas sextas-feiras, o máximo é de 3 apresentações. Na primeira semana não deu, ficaram com vergonha e desistiram. Este do registro é o primeiro. Neste dia outra dupla dançou. Ao mesmo tempo, eles estão trazendo as músicas que escutam, e eu estou vendo a influência da mídia nas preferências das crianças. Depois do sucesso deste primeiro dia mais três grupos se inscreveram. O que percebi, foi que este tipo de atividade além de descontrair, está melhorando a autonomia , a organização e a integração entre eles. Pois eu não interfiro. As meninas da foto ensairam em casa de uma delas. A música tornou nossa aula mais alegre e harmoniosa.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Agregando conhecimentos adquiridos ao teatro


Após a primeira experiência com a cena do filme Sccoby, passei a elaborar o planejamento dos jogos de teatro a serem aplicados com meus alunos. Nestes jogos incluía a encenação do conto "O grande rabanete", nas cenas início,meio e fim. Para tanto, usando o que aprendi na contação de histórias, contei a história que se segue:
O vovô saiu para a horta e plantou um rabanete. O rabanete cresceu, cresceu e ficou grandão, grandão. O vovô qui arrancar o rabanete para comer no almoço. Então ele foi lá pra horta e começou a puxar o rabanete. Puxa-que-puxa e nada do rabanete sair da terra. Então o vovô chamou a vovó pra ajudar a puxar o rabanete. A vovó segurou no vovô, o vovô segurou no rabanete. Puxa-que-puxa e nada do rabanete sair da terra. Então o vovô chamou a neta pra ajudar a puxar o rabanete. A neta segurou na vó, a vó no vô, o vô no rabanete. Puxa-que-puxa e nada do rabanete sair da terra. Então a neta chamou o Totó pra ajudar a puxar o rabanete. E nada do rabanete sair da terra. Então o Totó chamou o gato pra ajudar a puxar o rabanete. O gato segurou no Totó, o Totó na neta, a neta na vó, a vó no vô, o vô no rabanete. E nada do rabanete sair da terra. Então o gato chamou o rato pra ajudar a puxar no rabanete. O rato segurou no gato, o gato no Totó, o Totó na neta, a neta na vó, a vó no vô, o vô no rabanete. E plop! Arrancaram o rabanete da terra!
-Eu sou o mais forte!-disse o rato. Então todos sentaram e juntos comeram o grande rabanete, que era tão grande que deu pra todos, e ainda sobrou um pouco pra minhoca que passava por ali.

Do livro O Grande Rabanete de Tatiana Belinsky e Leninha Lacerda - Editora Moderna

Esta história arrancou muitas risadas dos meus alunos. Prazer em ouvir, extremamente lúdico. Também foi possível fazer observações que aprendi nos elementos da narrativa. Personagens diferenciados: pessoas, animais e plantas. Situação inicial, complicação e desfecho final. Sem contar que a tiveram que ficar atento para memorizar a localização de todos os personagens.
Na cena final que mostro eles tiveram que pensar o que poderiam estar falando. Então disseram:
- Puxa-puxa.
* Foto publicada com a devida autorização dos pais.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Jogo, brinquedo e brincadeira semana de 14 a 20/10

Muito enriquecedora as leituras diferenciando, brinquedo, jogo e brincadeira. Acima de tudo enfatizando que tudo aquilo que dá prazer ao brincante é essencialmente lúdico. E como lúdico, tudo o que é livre de pressões e avaliações, entregar-se a atividade despreocupadamente. Lembrei também durante o encontro presencial que a professora Tânia Fortuna falou que muitas vezes na escola ao proporcionarmos uma brincadeira sem objetivo pedagógico, carregamos uma culpa pois temos tantas coisas a fazer com os alunos. Mas pensando em proporcionar uma atividade que fosse esssencialmente lúdica, organizei para o mês de outubro, como atividade especial do mês da criança, uma manhã de atividades no brincando no SESI. É um grande espaço onde encontramos brinquedos tais como: cama elástica, piscina de bolinhas,castelinho inflável, touro mecânico entre outros. O número de participantes é controlado em cada dia, de forma a não lotar demais, além de contar com toda a estrutura do SESI. Apenas pedi que quem quisesse escrever sobre o que sentiu neste dia pegasse uma folhinha e colocasse de qualquer maneira. Estes depoimentos valem a pena ser lidos:
Frases das meninas:
"...Muito feliz gostei demais do toro e não queria mais sair de lá.
"...Lá no SESI foi muito legal fiz até uma amiga..."
"...professora brigado por esse passeio...."
"...tava muito show! "
"...me diverti muito.."
Frases dos meninos
"...bem legal. Não saía do toro..."
"...ninguém brigou todo mundo se uniu..."
"...eu me senti livre e não preso.."
Dizem que quem está numa atividade lúdica o sorriso no rosto é uma constante. Foi assim que vi meus alunos neste dia. Este tipo de atividade melhorou o relacionamento entre eles, principalmente entre os meninos. Pensando em criar momentos mais agradáveis e de amizade criamos a hora do Show. Estou juntando mais materiais para relatar como está funcionando.