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terça-feira, 13 de novembro de 2007

Agregando conhecimentos adquiridos ao teatro


Após a primeira experiência com a cena do filme Sccoby, passei a elaborar o planejamento dos jogos de teatro a serem aplicados com meus alunos. Nestes jogos incluía a encenação do conto "O grande rabanete", nas cenas início,meio e fim. Para tanto, usando o que aprendi na contação de histórias, contei a história que se segue:
O vovô saiu para a horta e plantou um rabanete. O rabanete cresceu, cresceu e ficou grandão, grandão. O vovô qui arrancar o rabanete para comer no almoço. Então ele foi lá pra horta e começou a puxar o rabanete. Puxa-que-puxa e nada do rabanete sair da terra. Então o vovô chamou a vovó pra ajudar a puxar o rabanete. A vovó segurou no vovô, o vovô segurou no rabanete. Puxa-que-puxa e nada do rabanete sair da terra. Então o vovô chamou a neta pra ajudar a puxar o rabanete. A neta segurou na vó, a vó no vô, o vô no rabanete. Puxa-que-puxa e nada do rabanete sair da terra. Então a neta chamou o Totó pra ajudar a puxar o rabanete. E nada do rabanete sair da terra. Então o Totó chamou o gato pra ajudar a puxar o rabanete. O gato segurou no Totó, o Totó na neta, a neta na vó, a vó no vô, o vô no rabanete. E nada do rabanete sair da terra. Então o gato chamou o rato pra ajudar a puxar no rabanete. O rato segurou no gato, o gato no Totó, o Totó na neta, a neta na vó, a vó no vô, o vô no rabanete. E plop! Arrancaram o rabanete da terra!
-Eu sou o mais forte!-disse o rato. Então todos sentaram e juntos comeram o grande rabanete, que era tão grande que deu pra todos, e ainda sobrou um pouco pra minhoca que passava por ali.

Do livro O Grande Rabanete de Tatiana Belinsky e Leninha Lacerda - Editora Moderna

Esta história arrancou muitas risadas dos meus alunos. Prazer em ouvir, extremamente lúdico. Também foi possível fazer observações que aprendi nos elementos da narrativa. Personagens diferenciados: pessoas, animais e plantas. Situação inicial, complicação e desfecho final. Sem contar que a tiveram que ficar atento para memorizar a localização de todos os personagens.
Na cena final que mostro eles tiveram que pensar o que poderiam estar falando. Então disseram:
- Puxa-puxa.
* Foto publicada com a devida autorização dos pais.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Contação de histórias

Após as leituras que fiz de Celso Cisto e Fanny Abramovich, resolvi pegar uma mesma história que li no ano passado sobre a Borboleta Vida, e desta vez passei a contá-la. Tentei observar alguns passos: preparação, a maneira de contar, a entonação da voz. Gostei batante, senti que os alunos se concetraram, ficaram curiosos e arriscaram palpites do que estava para acontecer. Em alguns momentos deu vontade de chamar a atenção de um aluno que já tinha levantado várias vezes, em vez disso baixei o tom de voz e cada vez mais os alunos tiveram que fazer mais silêncio para me ouvir. O que mudei: não li. Não chamei atenção enquanto contava. Observei a entonação de voz. Também não pedi nenhum trabalho. Não mostrei o livro, mas combinamos que a partir da próxima aula cada dia um aluno, fica com o livro para olhar e ler. Estão todos motivados para a leitura. Acredito que despertei o gosto pela leitura em muitos.