segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Minhas expectativas para o eixo VII

Um novo semestre se inicia e embora seja as nossas últimas disciplinas do curso, antes do estágio, sempre me sinto angustiada como se fosse o primeiro semestre. Espero não me sentir tão sobrecarregada já que conclui um curso de capacitação que fazia nos meus dias de folga, embora proveitoso, reduziu meu tempo para as atividades do PEAD. Espero também que os colegas tenham preenchido o questionário de avaliação e que sejamos atendidos em algumas reivindicações. Também espero aliar as teorias da EJA, com a prática existente na escola. E libras? Ainda não sei o que esperar, mas desejo que seja um preparo a mais na inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais. Com certeza o nosso PA será concluido e desta vez com mais clareza para o seu fechamento. Acredito que as outras duas (linguagem e didática) vem trazer teorias que enriquecerão a minha prática. Enfim, que seja mais um semestre de trocas, de questionamento, de novos olhares sobre a educação permitindo novas reflexões. Para isso, é preciso continuar administrando o tempo para as atividades, para os fóruns, para os trabalhos em grupo, para as leituras...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Mosaico


O mosaico



A cidade que cada membro da família nasceu
Logo que iniciou o semestre, eu registrei um comentário que gostaria que a disciplina de questões etnico-raciais pudesse me auxiliar, no trabalho que desenvolvo com ensino religioso. Relato abaixo como a atividade de mosaico se encontrou com o ensino religioso:

A atividade do mosaico foi desenvolvida com os alunos da quarta-série. Eu trabalho como regente dois e atendo esta turma uma vez por semana lecionando Ensino Religioso, esta aula tem a duração de duas horas. Sendo assim torna-se difícil fazer um trabalho mais integrado, pois muitas vezes não sei o que professor regente está desenvolvendo. Procurei fazer uma sequência dentro do meu trabalho, para que a atividade fosse mais significativa. Ao todo usei quatro aulas, correspondendo a um mês de trabalho. Primeiro estudamos a origem do povo hebreu. Depois os alunos ganharam um tema onde pesquisaram com a família de que cidade seus pais vieram e porque moram em São Leopoldo, desenhar a si mesmo, os irmãos e escrever em que cidade nasceram. Relataram as entrevistas e montamos um painel “De onde viemos”. Na segunda aula, solicitei para trazerem algum objeto ou foto que são importantes em sua família e explicassem porque. Poucos trouxeram mas valorizei ao máximo e perguntei aos outros o que eles consideram importante na família. Fizemos a relação das diferenças e que as religiões também diferem em crenças porque as origens são diferentes. Nesta aula ganharam outra pesquisa como tema, saber com a família sobre seus antepassados, sobrenomes, costumes herdados e com quem se parecem fisicamente. Também deveriam trazer figuras recortadas de pessoas que tivessem semelhanças físicas com seus familiares. Neste dia fizemos o mosaico e nos organizamos da seguinte forma: O mosaico ficou em forma de livro aberto. Metade da turma foi responsável por um lado e a outra metade pelo outro. Enquanto uma turma colava suas figuras a outra ficava na sala de informática pesquisando sobre o sobrenome de família. Para esta pesquisa na informática contei com a ajuda da minha colega Luciane Dutra, que auxiliou os alunos, enquanto eu permanecia na sala de aula. O tempo foi curto para uma exploração maior. Continuamos na aula da outra semana onde os alunos relataram o que registraram de descobertas dos sobrenomes. O que eu notei na realização das atividades: Os alunos sabem muito pouco sobre a história da sua família. Quando foi para falar de origem só três sabiam suas ascendências: uma alemã e duas italianas. Sabem muito pouco de costumes e ninguém falou em origens africanas e indígenas. Os próprios recortes, mostraram só um afro-descendente e um indígena, não sendo fiel as características reais da turma. Existe negação destas origens, como se elas não existissem. Conversei com a minha colega que leciona para o segundo ano e que também fez esta mesma atividade, ele fez a mesma observação, que no mosaico da turma dela prevalece imagens de pessoas de pele clara.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Clube do Imperador

A tarefa de assistir ao filme "O Clube do Imperador", na disciplina de filosofia, nos premiou com este maravilhoso filme. É impossível a qualquer professor assisti-lo e ficar indiferente. A história mexe com os nossos sentimentos de ser professor. Envolve as questões éticas, pessoais e profissionais que rege o ofício de professor. O professor comete um erro moral ao classificar um aluno aumentando sua nota para que este chegasse a ser um dos três finalistas do concurso Senhor Júlio César. Este erro foi cometido em nome de um idealismo do professor que acreditou na mudança de caráter do aluno e quis com isso valorizá-lo pelos seus esforços, entretanto este aluno não era digno de tal premiação, pois colou durante o concurso. O professor embora omita a fraude, contorna a situação não deixando a aluno vencer o concurso, ao escolher a pergunta final. Fiquei pensando em que momentos da nossa vida de professor somos colocados diante de um dilema. A conclusão que cheguei que a pior hora é a avaliação final do aluno. Onde devemos aprová-lo ou reprová-lo.E nesta hora é preciso saber o que levar em consideração. O quanto aprendeu? O quanto progrediu? Se alcançou todos os objetivos? Se eu, como professor, o considero merecedor de seguir para a série seguinte? Qual efeito causará no aluno a aprovação ou a reprovação? Não é uma tarefa fácil. Existe muitos princípios éticos e morais envolvidoos. É um dilema que vivemos todo final de ano letivo.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O que é ser índio?


Foi solicitado para que fizessemos um planejamento contemplando uma etnia. O mesmo deveria ter a duração de oito horas. Como a cada dia atendo uma turma diferente, assim que terminei os trabalhos referentes a Páscoa, fiz este planejamento pensando em aplicá-lo com os três quartos anos. Ou seja, nas duas semanas que seguiram após a Páscoa, eu iniciei este trabalho. Planejei da seguinte forma:

TEMÁTICA: QUEM SÃO OS ÍNDIOS?


Turma:
Alunos de quarto ano.

Justificativa:
Considerando que em relação aos povos indígenas existe muito preconceito, uma certa caricatura do que é ser índio e pouco reconhecimento de sua cultura estarei desenvolvendo um trabalho com meus alunos voltado a construir um conhecimento do que é e do que foi ser índio.


Objetivos:

Compreender o choque entre a cultura indígena e a européia,

Saber porque os nativos do Brasil ganharam o nome de índios,

Entender como aconteceu o domínio português sobre os índios,

Reconhecer que os indígenas tem uma grande diversidade cultural,

Conhecer uma lenda indígena,

Pesquisar como vivem os índios atualmente numa determinada aldeia,

Refletir como vivem os índios na cidade,

Ler uma poesia escrita por índios,

Estabelecer semelhanças e diferenças entre sua vida e de uma criança indígena.


Atividade Prática

Primeiro dia:

No primeiro momento os alunos estarão lendo um texto que escreverei no quadro. Este texto é somente para ler e imaginar que hoje a nossa cidade foi invadida por seres muito diferentes de nós eles se vestem diferente, falam outra língua, tem costumes religiosos muito estranhos e armas poderosas. Eles querem nos dominar e nós devemos falar a língua deles, usar os mesmos tipo de roupas e adotar a mesma religião. Depois da leitura individual e coletiva os alunos deverão escrever que saída eles encontrarão diante desta situação. Cada saída será anotada por mim para podermos discutir as soluções apontadas e as prováveis consequências. Questionar que invasão é essa. Fazer a relação da situação do texto com a chegada dos portugueses no Brasil. Questionar porque eles foram chamados de índios. Imaginar o espanto dos índios ao ver aquela gente chegando e a surpresa dos portugueses ao ver aquele povo bronzeado e sem roupas. Depois desta exploração os alunos responderão, que tipo de sentimento ele acha que o nosso índio teve ao ver sua terra invadida.No segundo momento faremos cartazes em grupo, relatando nossos costumes. Como acontece os casamentos, o que é servido na festa, que tipo de presentes se dá aos noivos. O que os meninos aprendem com seus pais. O que as meninas aprendem com sua mãe. Após comentários e exposição dos trabalhos, lerei o texto: “Aspectos da Cultura Indígena Brasileira”. Os alunos deverão fazer um exercício de completar, onde se dará o mesmo enfoque de casamento e ensinamentos só que na cultura indígena.



Segundo dia


No segundo dia faremos uma pesquisa no livro Madiha O cheiro da terra, onde é retratado o dia a dia do povo da aldeia. Faremos algumas cópias das imagens e os alunos criarão cartazes em grupo, podendo escrever frases ou desenhos de suas escolhas que tenha a ver com o assunto. Após o término desta atividade os alunos copiarão a poesia “ O Nosso Jeito de Ensinar é Assim”. Após a leitura e comentários farão um relato escrito das coisas que aprendem em casa com seus pais, irmãos, avós,etc.Este é o momento de escutar uma lenda indígena “Mundo Novo – o paraíso terrestre”. Deverão prestar muita atenção pois através desta lenda conhecerão um pouco da cultura indígena. Depois da lenda será feito a brincadeira da caixinha musical. Dentro da caixinha tem várias perguntas sobre a lenda, do que estudaram sobre os índios e surpresas, uma música toca, quando a música parar quem está com a caixinha escolhe uma pergunta e responde. Podemos separar em equipe, se for o desejo dos alunos. Então a caixinha circula uma vez em cada equipe. Para encerrar o nosso trabalho discutiremos oralmente sobre os indígenas que vivem nas cidades junto com os não índios.


REFERÊNCIAS
ANTUNES, Aracy do Rego; MENANDRO, Heloisa Fesch; PAGANELLI, Tomoko Iyda. Estudos Sociais: Teoria e Prática. Rio de Janeiro, ACCESS, 1999.

BANIWA – Gérsen dos Santos Luciano. “O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje”– Brasília, 2006.

ZWETSCH, Roberto E. Madiha. O Cheiro da terra.

Foi um trabalho intenso com as três turmas. Cada uma com as suas descobertas e curiosidades. Quando comecei a passar o texto no primeiro dia, muito pensaram que era uma invasão de extra terrestres. Os comentários foi que sentiram muita pena dos índios, pois já estavam ficando com medo da história. Outro fato curioso foi as imagens do livro Mandiha, ficaram muito surpresos, pois os índios usavam roupas.. O conto fez muito sucesso e gostaram muito da atividade de responder as perguntas na brincadeira com música.
As meninas me disseram que tanto as mães delas como as mães das índias ensinam quase a mesma coisa: a fazer o serviço de casa.


Acredito que com este trabalho, valorizamos a etnia indígena e
conhecemos um pouco de sua cultura, tirando o preconceito que ser índio é se pintar, dormir na rede e fazer uuuu.







quarta-feira, 29 de abril de 2009

Estágios de desenvolvimento

Estágios de desenvolvimento é assunto que ouvimos desde o tempo de magistério. Entretanto a cada abordagem, nova leitura e até retomada de antigas leituras, surge novos questionamentos. Desta vez, observei que a professora Tânia nos chamou muito a atenção para a idade e o estágio de desenvolvimento.A idade não é o melhor critério e sim as características que a criança apresenta para definir em que estágio ela se encontra.Tão importante quanto realizar os trabalhos e participar dos fóruns, é também ler as postagens dos colegas e as interferências da professsora, pois muitas vezes nos esclarece dúvidas. No fórum onde cada um escolheu um estágio para registrar suas observações dos alunos com os quais trabalhamos, eu participei no das operações concretas, pois é onde se encontra a maioria dos alunos que trabalho. Foi através da interferência da professora que pude dismitificar algo que eu assim como outros colegas tínhamos por certo. Na fase das operações concretas, usar o material concreto na aula de matemática, nada mais é do que manipulação de objetos, portanto é atividade sensório-motor. O que caracteriza esta fase é a capacidade de reversibilidade no pensamento. Este foi o meu novo olhar das já tão estudadas fases de desenvolvimento.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Nós por nós e pelos outros

Reflexão sobre o encontro presencial de Questões Étnico-Raciais
Gostaria de deixar registrado o quanto a aula presencial de Questões Étnico-Raciais foi gratificante. Antes de mais nada pela técnica, aparentemente simples: levar um espelho, se observar e registrar as marcas que vê, as nossas características físicas. Depois passar a fazer a mesma coisa com um colega. Finalmente trocar e comparar como a gente se vê e como os outros nos veem. Uma das colegas falou que ás vezes quando ganhamos elogios ficamos meio sem jeito, mas que também é gostoso. Foi uma aula bem descontraída além de nos levar a pensar sobre as características físicas que carregamos dos nossos antepassados. Espero que ao longo deste semestre esta disciplina nos traga maneiras de abordar a etnia na escola. Particularmente, estou trabalhando ensino religioso, com os quartos anos e penso que seria importante trazer este trabalho de etnia junto a estas turmas nas minhas aulas, já que pouco se trabalha sobre este assunto na escola.